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A Mensagem

  Publicado em 1934, Mensagem é um texto épico-lírico, pois sabe harmonizar a matéria épica da exaltação de um passado heroico com a expressão lírica da atitude intencionalmente introspetiva.

  Mensagem é simbolicamente a história de um ser implicando nascimento, realização e morte. Portugal é, então, um organismo vivo, logo, sujeito a nascimento e morte.

  Mensagem está dividida em três partes e apresenta no total 44 poemas, que evidenciam a ação de heróis:

  • 1ª parte – “Brasão” – Dividido em 5 partes;

  • 2ª parte – “Mar Português” – Dividido em 12 poemas;

  • 3ª parte – “O Encoberto” – Dividido em 3 partes.

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Partes de A Mensagem

1ª Parte - "Brasão"

Esta parte está subdividida em 5 partes e tem, ao todo, 19 poemas. A subpartes são: Os Campos, Os Castelos, As Quinas, A Coroa e O Timbre.

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"Brasão" trata da formação de Portugal e do seu crescimento. Nesta parte são relacionados temas e personalidades relevantes na formação mítica e histórica de Portugal. Deste modo, desfilam 17 personalidades nesta primeira parte: a mãe (D. Teresa e D. Filipa de Lencastre), o herói natural (Viriato, O Conde D. Henrique, D. Afonso Henriques, D. Dinis, D. João I, Nuno Álvares Pereira, Infante D. Henrique, D. João II e Afonso de Albuquerque), os heróis mártires (D. Duarte, Rei de Portugal, D. Pedro, Regente de Portugal), o louco (D. Sebastião) e o herói mítico (Ulisses).

2ª parte - "Mar Português

"Mar Português" trata da expansão plena de Portugal, da sua missão e ação no mundo, cujo apogeu foram os Descobrimentos e o espalhar da mensagem cristã, para terminar na estagnação e morte. 

"Mar Portugês" é constituída por 12 poemas e contém os heróis que, inspirados e motivados pelos príncipes e reis, foram os protagonistas da expansão ultramarina portuguesa. Nesta parte, podemos também identificar uma parte eufórica e uma parte decadentista. 

A obra das descobertas é essencialmente símbolo de outras descobertas - O Quinto Império - pelo que cada um dos elementos é um símbolo. 

3ª parte - "O Encoberto"

"O Encoberto" trata do ocultamento resultante da estagnação da pátria e também da sua profética resurreição: o poema antevê, de forma visionária, o ressurgimento da grandeza cultural da nação.

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Esta terceira parte é constituída por 13 poemas que traduzem a visão esotérica de Pesssoa, aquela que faz a síntese de história, mito e profecia. A parte histórica situa-se posteriormente ao desastre de Alcácer-Quibir 1578 - 1º de 3 fatores da decadência de Portugal.

Características de A Mensagem

- São abordados temas como o Heroísmo, Sebastianismo, Soberania Portuguesa, Nacionalismo, Quinto Império e Grandes Navegações;

- Obra de aspeto nacionalista com o objetivo de resgatar o sentimento patriótico do povo português;

- Regularidade métrica e rimática

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"O DOS CASTELOS" - Leitura e análise

O dos Castelos

A Europa jaz, posta nos cotovelos:

De Oriente a Ocidente jaz, fitando,

E toldam-lhe românticos cabelos

Olhos gregos, lembrando.

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O cotovelo esquerdo é recuado;

O direito é em ângulo disposto.

Aquele diz Itália onde é pousado;

Este diz Inglaterra onde, afastado,

A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

 

Fita, com olhar esfíngico e fatal,

O Ocidente, futuro do passado.

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O rosto com que fita é Portugal.

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   Neste poema é feita uma descrição metafórica da Europa, em que Portugal é representado como o rosto da Europa, predestinado a grandes feitos no futuro visto que a Europa está à espera que Portugal faça algo que a reerga. Assim, a Europa é descrita como estando em decadência e estagnada à espera de que algo aconteça. São então referidos países que contribuíram para a formação da civilização europeia baseando-se no facto de que o passado é um exemplo para o futuro, para atingir o Quinto Império.

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Escola Secundária António Inácio da Cruz - 12ºB

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